terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Despedida de Natal

Às vésperas de Natal, 6 amigas dos tempos de colégio se reúnem, mais uma vez, possívelmente pelo décimo ano seguido, para se despedir do ano em que pouco se viram.

Praticamente um ritual de 90% dos grupos de amigas, todos os anos você repete esse jantar com pelo menos 3 turmas suas. Os papos em geral são os mesmos e giram em torno de up dates da vida de cada uma nos últimos meses.

O local escolhido dessa vez foi o Mestiço. Restaurante descolado onde é possível encontrar o Lobão e descobrir quem é Gloria Kalil, graças as suas amizades ecléticas que sabem quem ela é, o Mestiço tem comida e temática moderninha que um dia já me apeteceu muito...

O encontro começa logo com o esporte preferido de qualquer circulo de amigos de longa data: retornar à infância e brincar de implicar com a mesma vítima de sempre. Só que dessa vez, a vítima de sempre está grávida e irritada, nos lembrando que não somos mais crianças e fazendo a brincadeira ficar sem graça: acho que deve ter algum dispositivo genético nas mulheres que aciona um código secreto de auto preservação que proíbe implicar com as grávidas...

O fato, que me tira do clima adolescente, me faz observar mais atentamente aquele jantar que prometia ser o mesmo de 10 anos atrás. O motivo era o mesmo, a intenção idem, mas os assuntos...

No princípio dos 20, tudo o que 6 amigas tem pra contar são detalhes da intimidade sexual da pobre vítima com quem estão namorando, que incluem informações perversas e hilárias, mas fazem parte de uma tentativa de descobrir um parâmetro de normalidade naquilo que, por mais que façam muito, ainda lhes é novidade. Depois dos 25 e na fase que antecede aos 30, a parte divertida vai dando lugar a conversas totalmente burocráticas e surreais de quanto custa o cento do convite de um casamento, quem casou com quem, quais são os melhores bufês...tem sempre a sua primeira amiga grávida nesta fase que te tira as ilusões românticas sobre o tema diznedo que depois de 3 meses vomitando você vira uma almofada de peidos e peitos ambulante.

Mas depois dos 30...ah...depois dos 30 é impressionante como embora o propósito permaneça o mesmo, os temas de cada uma vão ficando cada vez mais distantes e mais diversificados...Na mesma proporção, graças a deus - ou a capacidade do ser humano em evoluir, cresce a sua abertura para essa diversisdade. Caso contrário, você não teria mais amigas se desejasse ter uma que compartilha dos mesmos problemas que você.

Numa mesa de 6 amigas de infância, todas com mais ou menos a mesma formação, poder aquisitivo e criadas na mesma região da cidade surgem: (i) uma separada, com filho, namorando um garotão bonito e quase perfeito que lhe incomoda porque ronca, porque tem barriga, porque tem um Corsa, dívidas no cartão de crédito e mora com os pais. Ela deseja que ele seja mais homem, mais responsável, mas está longe de terminar com ele porque, segundo ela, ninguém é perfeito e as relações são assim mesmo. (ii) outra separada que agora está grávida de um namorado de poucos meses e que, dada as circunstâncias, acha melhor não reclamar de mais nada. Ela concorda que nada é perfeito e que temos que engolir vários sapos se quisermos se relacionar e segue tentando a vida a dois, agora a três, o que lhe parece ter feito bem porque ela agora gosta e atura cachorros! (iii) uma recém casada, com um cara mais velho e com quem namorou mais de 8 anos. Esta que mora na casa perfeita e tem o marido adulto e provedor como desejaria a primeira, apenas pensa em arrumar um amante para ter noites tórridas desxo e aventura. (iv) a única casada há mais de 3 anos, com filho, bem estabelecida e com aquele currículo social de revista que é o target de qualquer menina de 20, foi, riu, se divertiu, mas silenciou quanto à sua vida. As questões dessa vez devem ser mais complicadas do que aquelas que se divide um jantar desse e não tinha graça nenhuma expô-los. Isso é outra coisa que você aprende depois dos 30: se uma amiga não conta nada durante um jantar desses, não é porque a vida dela tá chata, mas sim está mais complicada do que se é publicável num encontro agradável de natal. (v) uma que está namorando, apaixonadíssima e feliz - com uma mulher. E que talvez, por isso mesmo, todo aquele papo de melhor se acomodar com um par imperfeito não faz o menor sentido. E talvez seja por isso que ninguém lhe faz perguntas que vão além do drama vivido dentro de casa ao se contar para os pais que se está numa relação gay. (vi) uma que só observa...que nunca casou, nunca teve filhos, mas que tem repertório de relacionamentos pra entender um pouco de cada pseudo drama daquela mesa: que já esteve bem numa relação, mas queria mais, que já se conformou a imperfeição e aguentou até mais do que podia para estar ao lado de alguém, que já viveu uma relação feliz mas faltava o amante, que já sentiu tanta dor que fingiu que nada estava acontecendo pra não estragar um jantar e que já esteve perdidamente apaixonada em relações não tão populares.

A número (vi) se cala e escuta. Fala uma ou outra bobagem. Mas em algum lugar dela, tem certeza que as amigas de número (i) a (v) também tem um vasto repertório emocional composto da capacidade de perceber e entender cada um dos 6 pontos de vistas regados de questões balzaquianas que estavam sentadas naquela mesa, que é o que faz com que assuntos tão paradoxos, façam todo o sentido após a sobremesa.

Feliz natal, girls... e Feliz ano novo com as questões da pauta e com a velha amizade que as vezes incomoda porque é de verdade, mas que completa e está acima de todas as questões e só porque se chama amizade, é sim, perfeita.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

I (still) love you, girl

Em pensar que eu estava com preguiça de vê-la...

Sabe como é, depois dos 30 e de tantas frustrações, nada me faz sair de casa para correr o menor risco que seja de ser uma furada ou uma perda de tempo. Nem você!

O carinha bonitinho que me liga toda semana porque quer me comer antes de ir pra Cleveland que o diga. Há poucos anos atrás não exitaria em ir para uma diversão e ponto final. Eu era, just like you (ou quase) uma bad girl, drunk by six...

Mas hoje, realmente mudei. E nem você me faria sair de casa se não fosse 3 ingressos caídos do céu inteiramente de graça. E mesmo assim estava com preguiça. Mas depois de te ver depois de 15 anos, quase não acredito que eu esteja dizendo aqui que valeu a pena todo o trãnsito, as hora de pé, a muvuca e o sono perdido.

Ingressos caídos do céu que possibilitaram esse nosso reencontro que foi tão marcante para mim. Não apenas por assistir um mega espetáculo de lindas imagens, versões sensacionais de antigos clássicos e uma energia maravilhosa, mas por perceber que você realmente se transformou nesses últimos 15 anos, para melhor, a exemplo do que eu aacho que acontece comigo.

Há 15 anos atrás você cantava "Erotica" e instigava o mundo beijando todos á sua volta e gritando a liberdade sexual, comportamento alguns anos depois muito seguido por boa parte daquelas adolescentes que te viram naquela turnê. Mas agora não, você vem mais madura, muito mais simpática, falando com seu público, lembrando a todos que nós precisamos salvar o mundo e que o tempo está correndo, tic tac tic tac. Tudo isso, sem deixar de ser você, sem deixar de ser instigante, sexy, pop.

A Cabala e a yoga lhe fizeram bem, leonina e foi excelente revê-la e novamente me instigar com as suas pop provocações. Mais bem ainda me fez perceber que apesar de todo o sacrifício, vale muito a pena investir em sempre rever aqueles que a gente ama e amou nos últimos 15 anos, Especialmente aqueles que a gente poderia ver todos os dias e com muito menos sacrifício, mas que por aquela preguiça boba, quando se vê, já se passaram um ano, dois, quinze...tic tac tic tac.

É isso aí... você é a unica leonina que eu suporto e pra quem tenho que dar o braço a torcer: Valeu a pena, o sacrifício e as horas perdidas...eu continuo uma adolescente que ainda é fã da Madonna!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PAC - Programa de Aceleração do Casamento

Dando continuídade às denúncias publicadas em nosso último "post" o "Mulher de 30 na balada" publica outro documento circulado entre os integrantes da seita conhecida como OD08 na tentativa desesperada de retirar solteiros do mercado.

Mais uma vez, o nome das vítimas foi abreviado para evitar identificações. O "Mulher de 30 na Balada" informa que respeita os rituais da OD08, mas reafirma que não tem qualquer ligação com a seita em questão, apenas divulgando aos seus fiéis seguidores os maiores feitos desta Organização:

"Nova Misão:
Amigas Membras casadas e encalhadas!!!
Conforme amplamente anúnciado pela mídia, a Operação Desencalhe 2008, que começou botando fogo na cidade de São Paulo, teve sua continuidade prejudicada nos últimos tempos. Especula-se que a queda na produtividade tenha advindo da mudança de política do Programa, para flexibilizar o ingresso das colega sem levar seu respectivo "amigo encalhado", que inclusive fez com que a Operação mudasse de nome, adotando a famigerada sigla PAC - Programa de Aceleração do Casamento. "A idéia era dar à iniciativa um caráter mais institucional e democrático",defendeu uma das participantes do programa, E.M, que somou sua voz às críticas de que à sigla "OD08" remetia à idéia de uma operação militar de cunho rígido, muito diferente dos propósitos amorosos da empreitada.
Outra corrente mais esotérica justifica o fato da queda de produtividade da "organização" à numerologia da sigla PAC aliada ao trânsito de aquário pelo sol onde as pessoas se tornam mais independentes e menos propensas ao relacionamento. Inconformada com o rumo da OD08, sua presidente e fundadora encalhada mor,M K, em mais um ato de desespero, resolveu elaborar uma modificação nos Estatudos da organização e promover um novo envento desencalhal. "A proposta do novo evento é unir o velho conceito da OD08 de introduzir bofes heteros encalhados às colega da turma com eventos menos agressivos e menos descarados a fim de deixar todos mais a vontade", assegura MK. "Conto com a presença de todas as colega encalhada e casada pra fazer desse evento um novo começo", implora.
O evento desencalhal ocorrerá neste próxima sexta feira, dia 29 de fevereiro, a partir das 20hs, no DRAKEs Bar, que fica na Rua Tucumbira, 163 - Pinheiros (www.drakes.com.br). Trata-se do aniversário de 28 anos de um irmão encalhado de uma de nossas irmãs, o Guigas. Para quem não conhece, GS é um descolado advogado, pisciano de 28 anos, solteiro e amigo de uma coleção invejável de professores de Pilates.
Nada obstante aos pilateiros, a política da OD08, continua a mesma: leve seu amigo hetero encalhado!
Já são presenças confirmadas no evento os bofes L e F, e possivelmente H, os encalhados arroz de festa de todas as baladas.
Assim, o próximo evento desencalhal que ocorrerá nesta próxima sexta feira, dia 29, promete trazer uma nova era no estado civil ou emocional de nossas participantes colaboradoras! Não perca!

Confira a seguir o que mudou e o que ficou no Estatuto da OD08:
1. Você, amiga irmã, e amiga de amiga, continua sendo bem vinda.
2. Você, amiga casada ou namorando, continua sendo uma inspiração para nós.
3. Os filhos das colegas também são bem vindos: uma recente pesquisa da Universidade> de Ohio comprovou que mulheres acima dos 30 que não tiveram filhos, quando em contato com crianças, ficam com a fertilidade aguçada e se empenham mais em suas conquistas.
4. Você, amiga, que não tem nenhum bofe amigo para levar aos eventos, pode participar, MAS não acumulará pontos no programa de milhagem da OD08.
5. PROGRAMA DE MILHAGEM: a cada bofe que levar num evento da OD08 você acumula 1.000 pontos no nosso programa de milhagem. Os pontos podem ser trocados pelos seguintes brindes:
10.000 pontos: Livro da Bridget Jones
20.000 pontos: coleção completa do Sex and The City
50.000 pontos: um vibrador com 5 velocidades
100.000 pontos: uma noite com Alexandre Frota ou Matheus Carrieri
200.000 pontos: o pay per view do BBB, pois se você compareceu a todos os eventos com bofe e ainda não desencalhou, certamente não vai mais querer sair de casa!
6. Os amigos gays agora são bem vindos: O Instituto Massachuttes de Reprodução Humana descobriu que os homens se atraem mais pelas mulheres que estão acompanhadas de outros homens mais bonitos e mais sarados do que ele.
7. O amigo gay não conta para o programa de milhagem.

Amigas do mundo, uni-vos."

Operação Desencalhe

Os homens com mais de 30 tem bons motivos para procurarem as meninas de 20 que vão além da inexperiência e da silhoueta mais enxuta. Algumas de nossas colegas chegam a fazer coisas bastante inusitadas para contrair um casamento. Atendendo a pedidos, este blog revela um e-mail circulado pela cidade no início do ano, no qual mulheres fundam uma misteriosa e perigosa organização para caçar bons partidos.

O nome das vítimas masculinas citadas nos emais serão abreviados para impossibilitar divulgação. Se você recebeu esse e-mail e quer contar sobre sua experiência na OD08, escreva para nós:


Que"ridas amigas irmãs...

Se fazer (ou pelo menos tentar) a linha normalidade não deu muito certo nos ultimos 30 anos,

Se o seu projeto 2008 é desencalhar,

Se vc gostaria de ajudar sua amiga encalhada mas não sabe como,

Se vc não agüenta mais sair na balada e já devorou todas as temporadas de seriados disponíveis no mercado,

Se vc está simplesmente precisando trocar o óleo,

Se vc jurou que dessa vez vc ganharia um presente no dia dos namorados,

Ou se vc gosta de rir da cara dos outros,

ESSE E-MAIL É PRA VOCÊ!

Seguinte, num ataque de surto psicótico eu e não vou dizer mais quem, tivemos a idéia de fazer um happy hour pra apresentar uns amigos - poucos - encalhados- que sobraram umas pras outras, pra ver se o negócio vira, ou pelo menos faz o tempo passar. Claro que a idéia inicial era um petit comitê com tudo pré arranjado, mas aí eu pensei logo em fazer uma coisa megalomaníaca que é pra aumentar as chances e deixar a coisa com uma cara menos "formal"... daí é que surgiu o grande evento surtado que se realizará amanhã:

HAPPY HOUR IT´s RAINNING MEN

1) Objeto:

Um haapy hour de fim de expediente de sexta feira entre amigas, desde que cada mulher que for no HH leve um amigo solteiro para apresentar para as colegas.

2) Condições de participação:

Levar pelo menos um bofe, solteiro, separado, divorciado, desde que esteja disponível e tenha entre 20 e 50 anos.

3) Operacionalização:

Se der tudo certo, esticar a balada. Se der tudo errado, encher a cara e rir...e depois chorar, a critério da participante.

4) Acordo de confidencialidade:

A participante não deve divulgar ao bofe que ele está sendo vítima de um complô feminino para encoleirá-lo. Afinal, todo homem - com toda razão - teria medo se soubesse de um cenário desses. Assim , seja criativa para levar o dito cujo e só conte o propósito da balada em último caso.

5) Quando:

Amanhã, sexta feira, 19hs

6) Onde:

Depende: se tiver sol, no Pirajá. Se tiver chovendo, no Juarez. E qualquer coisa liga pra confirmar.

7) Cardápio:

Peço que cada participante preencha a tabela abaixo com os seguintes dados dos bofes que pretende levar, pra nego já ir escolhendo: nome, idade, signo, shape, aparência, estatura, profissão, estado civil.... Ok, essa parte é só pra piada ficar mais legal e todo mundo se empolgar. Abaixo já preencho os dados dos bofes que levarei e Bab´s, uso de minha licença poética para preencher o Ruy tb que é pra ir empolgando as massas:

1) L, 35, escorpião, shape seco tudo de bom, gatinho, baixola, advogado, solteiro
2) F, 39, touro, já foi forte hj passou só um pouquito do ponto, dá pra pegar, alto, engenheiro, separado
3) R, 34, cancer, shape perfeito, gatinho, estatura média, advogado e tri-atleta, solteiro


8) FAQ:

a) Sou casada ou estou namorando mas quero ir rir da cara de vocês, posso ?

Resposta: Deve!!! Você é uma inspiração para nós!

b) Se eu levar o meu marido ou namorado eu preencho o requisito de participação ?

Resposta: Se você for casada ou namorar, pode levar o bofe próprio. Mas não custa nada você falar pra ele chamar uns amigos, né ???????

c) Mas meu marido ou namorado não pode ir e ele também não tem amigos solteiros. Mesmo assim eu posso ir ?

Resposta: Seu marido ou namorado é um mala! Mas ok, pode e deve ir! Vá de aliança para nos inspirar.

d) Tô solteira, mas tô saindo com um carinha...posso levá-lo ?

Resposta: Sim, gata. Leve o grido e de preferência os amigos dele!!!

e) Não tenho amigos solteiros, mas mesmo assim queria ir...posso ?

Resposta: Você não tem irmão ? Chefe? Estagiário ? Primo ? Porteiro ? Nada ?????? Ok, vai, pode ir .... mas só porque você é minha amiga!

f) Posso levar o meu amigo gay ?

Resposta: Diana e Maria Emília, não!!!! Amigo gay não preenche as condições de participação. O amigo gay pode ir desde que leve também leve um bofe...

g) Posso levar mais de um amigo solteiro ?

Óbvio

h) Posso chamar outras amigas minhas ?

Claro, desde que elas levem seus bofes amigos e disponíveis e cumpram os acordos de confidencialidade.

i) Porque você mandou esse e-mail com cópia oculta ?

Para não expor minhas queridas amigas ao ridículo caso uma outra amiga desgovernada dê um foward dessa mensagem para estranhos...

j) Tava tudo combinado com o meu amigo, mas na hora h ele furou...posso ir mesmo assim ?

Pode, mas vc vai ligar pra ele a cada 5 minutos e vai ligar do bar para toda sua lista de contatos.

k) Posso levar um ex-namorado ou grido que não quero mais ?

Sim! Como diria a Charlotte em momento sábio no Sex and The City: "one´s woman trash can be another´s woman tresure!"

9) Lembretes:

Não tenho os e-mails da Cris e Dri Passos (encaminhem pra elas, please)

10) Disposições Finais:

Pessoas como a Caru estão proibidas de levarem amigos álcolatras e com debilidade senil. Tamo apelando, mas nem tanto!

Dúvidas, entre em contato com o nosso call center ou mande-nos um email."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Timão

Sou e sempre fui Corinthiana...era roxa, mas depois dos 30 fiquei mais para o rosa bebê. As mulheres com alguma experiência e inteligência, após o retorno de Satuno, aprendem a valorizar o time certo.

Ontem o São Paulo foi campeão e o racional para a solteira divertida e sem mais nada pra fazer é muito simples: não importa o seu time do coração, os São Paulinos tendem a ser os mais bonitinhos, limpinhos, cheirosos ... e gostam de ganhar campeonato só para desfilar nos bares badalados do eixo Itaim - Vila Uólimpia.

Foi motivada por esta lógica inequívoca que ontem fui arrancada do meu mau humor por duas amigas para essa empreitada. A tarde que começou com fatos e cenas que merecem ser contadas numa outra história acabou no meio do bom e velho Mercearia São Roque. Aquele velhão mesmo, atrás da nove de julho que eu frequentava ainda na época da faculdade. E não é que o lugar ainda contunua bombando ?

Repleto de São Paulinos eu descobri um oásis de pessoas por volta dos 30 e pasmên, solteiras, divertidas e bonitas - realmente um alento para aquelas que acham que somente sobraram na face da terras os "complicadinhos.com". Claro que nada demais aconteceu porque, segundo teoria altamente debatida entre chopps e caipirinhas, os paulistanos depois dos 30 são fechados, reservados e não se dispõe a conhecer ninguém num bar, mas isso tende a acabar em funçao da crise financeira e após as enchentes de Santa Catarina, especialmente se toda a humanidade assistir "Vicky Cristina Barcelona", quando tudo melhorará no ano de 2009 regido por leão.

Enfim, o lugar estava tão repleto de bem apessoados trintões que encontrei um daqueles "ex" de 8 anos atrás que era lindo - e continua lindo - e que te usou e saiu andando - e hoje continua te ignorando. Mas a diferença dos 20 e dos 30 é que hoje, ao contrário de você dar um gritinho, suar frio e fazer questão de tropeçar no bofe, você tem dúvidas se é ele mesmo porque seu grau de miopia aumentou e prefere achar que sim pra contar vantagem que você já pegou o bonitão. Deixa ser ego ser um pouco massageado por um quase trintão de 29 e investe todas as suas fichas no time que realmente vale a pena: as suas amigas.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para Júlia

Domingão de sol em São paulo. Uma mulher de 30 –e poucos- acorda –sozinha – em seu apartamento. Alimenta seus cães e pensa no que fazer já que não consegue pensar em ninguém para ser uma companhia num café de padoca, um dos seus programas preferidos.

Foi neste contexto que resolvi levar minhas cachorras ao Ibirapuera – a praia dos paulistanos já que eu precisava de material para a minha coluna. (sim, estou vivendo um delírio de Carrie Bradshaw sim, e daí ?)

O Ibirapuera, assim como o resto da cidade, é dividido em guetos: se você quer confraternizar com populares: fique mais para o lado da Pedro Álvares Cabral com a 23 de maio ou perto da Marquise...ali tem capoeira, alguns shows e teatros populares, se curte um skatista: vá ao vão da bienal, para namorar: na beira no meio do parque onde tem árvores e sombras, Cachorros: perto da entrada da Manoel da Nóbrega indo mais para o fundo, tem um cachorródromo e se você pretende paquerar e encontrar um bom partido: a dica quente e ficar mais profundo, lá pelos lados da Vila Nova, perto dos casarões onde sarados de Moema, vila uó-limpia e vila nova vão desfilar seus Asics e Mizunos do último tipo. Segundo uma amiga minha que chamarei aqui de Lia, lá é ponto pra encontrar “partidões”... ela mesmo já pegou uns três ali! Mas muito cuidado...a última famosa que conheceu o namorado no parque foi a Suzane Richofen sei lá como escreve)!

Mas hoje, eu não circulei por nenhum desses points. Achei um canto que combinava melhor com o meu estado de espírito: um canto, na beira do lago, sem ninguém em volta, com a grama alta, umas latas de refrigerante pelo chão e uns sacos de pipoca usados, que mostram toda a civilidade ecológica do cidadão brasileiro. Esse ponto fica bem escondido atrás de um ponto de ônibus na frente da Assembléia...a 2 metros da avenida, do caos urbano, você tem – em pleno Ibira – um local totalmente solitário, quieto - e bem sujo.

Nessas horas meio solitárias e em meio á multidão é que eu mais sinto saudade de você, Julia. Fiquei ali naquele cantinho poluído e isolado do parque pensando que talvez eu ainda não esteja pronta pra ir pro outro lado do lago e interagir com os seres humanos. Tem sido assim há 6 meses e acho que eu não tinha me dado muita conta disso. Claro que não nego a falta, a dor, a saudade que sinto de você e absolutamente ninguém sabe como ainda dói todas as noites quando as duas que ficaram no seu lugar se acalmam. Aqueles 5 minutos antes de dormir ainda são extremamente dolorosos: todos os dias. Mas não tinha me dado conta de que me mantive do lado de cá do lado esse tempo todo.

As pessoas – e dessa vez eu me incluo dentro delas – ainda não aprenderam de dor não se julga e não de mede e talvez eu tenha passado os últimos 6 meses escondendo do mundo essa dor que é tão pouco compartilhada pela maioria dos humanos. Ninguém respeita ou admite esse nível de sofrimento quando se perde um cão. Acho que foi isso, minha pequenininha: escondi do mundo essa dor e me fiz forte enquanto na verdade ainda não estava preparada. É...talvez a vida de uma mulher solteira depois dos 30 não seja tão chata assim, mas só a daquelas que perderam um grande amor canino e que não conseguem lilidar com essa dor..

Acho que já era tempo de falar sobre esse assunto.

PS: Esqueci de falar: Tem uma família de patos que gosta do canto solitário e poluído do Ibira. No auge das minhas divagações eles subermiram, chacoalharam e afundaram de novo. Eram uns 5! E eu que - urbanóide - não fazia a menor idéia de que patos afundavam e nadavam debaixo d´água!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Hello.

Ok, eu me rendi. Depois de uns 10 anos criticando todos que possuíam blogs e sem entender o que leva alguém a perder tempo com isso e pior...lendo isso, eis que me vejo em pleno sabadão de sol de dezembro, inaugurando um blog.

Confesso que não entendi direito como as coisas funcionam aqui e a parte mais divertida foi decorá-lo todo em tons de rosa, pink, roxo hello kit. Sim, como várias mulheres de 30, tenho uma demanda reprimida de Hello Kit. Em 1984 você poderia ser a rainha da 2ª série se tivesse uma coleção expressiva de papéis de carta, lapiseiras e borrachas daquela gatinha sem boca. E sempre em agosto, após as férias de julho, as meninas se reuniam após voltarem da suas férias na Disney para exibir as suas conquistas. Eu não fui pra Disney em 1984 e não tinha nada da Hello Kit. Era muito caro e o máximo que eu consegui negociar naquele ano foi um boneco do Snoopy de Natal. Eu também adorava o Snoopy, mas ele era mais popular. Troquei 5 papési de carta - e um deles do Snoopy - com uma Japonensa da minha classe por um papel de carta da Hello e depois disso me senti bem melhor, praticamente aceita na sociedade. Aquele papel de carta foi meu único pertence rosa e roxo durante toda a era da Hello Kit nos anos 80!!!

Vocês entendem como, 20 anos depois, quando eu ando pelo centro de São Paulo e me reparo com lençois e almofadas da Hello em plena vitrine das lojas Marisa, por um preço que eu posso finalmente pagar, eu sou obrigada a surtar ???

Ok, vamos ficar por aqui, acho que já me expus o bastante para quem tinha resistências a falar com um blog...